Conversando com os jovens com empatia

Atualizado: 3 de Dez de 2019

Participamos, como família, do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes em Curitiba há aproximadamente dois anos. Com satisfação, atendi, recentemente, ao convite do grupo de jovens para realizar uma palestra com o tema " Ansiedade, Depressão e Fé ". Para me preparar, além de buscar informações e estatísticas atualizadas sobre estas patologias, procurei por imagens bem representativas e optei por uma linguagem direta, que lhes facilitasse o entendimento.


No início, estavam muito silenciosos. Pensei tratar-se de um momento de adaptação, atitude natural face ao desconhecido. No entanto, seguiram silenciosos, porém, atentos ao que eu dizia. Observei, então, tratar-se de um "retraimento coletivo", certamente, imposto ao jovem em outros ambientes sociais, em que ficam mais sujeitos a críticas.


Então, ao perceber este tipo de constrangimento, passei a utilizar a própria condição da palestra, assemelhando-a a apresentação de trabalho em sala de aula, para abordar aspectos ligados à ansiedade, como os sintomas de fobia social, tensão física e psíquica, falhas de memória, dificuldades de se expressar em público. Isto fez com que me aproximasse deles, facilitando que se tornassem mais espontâneos e participativos.

A partir de exemplos do cotidiano, trazidos por eles, fomos demonstrando atitudes possíveis de serem praticadas no dia-a-dia, para evitarem seu adoecimento, pois como médica psiquiatra, também pratico a medicina preventiva. Considerando a entidade humana constituída por corpo, alma e espírito, trabalhamos elementos fundamentais da fé católica para o fortalecimento individual e resiliência em face as adversidades. Foi importante também que conversássemos sobre assuntos polêmicos, que geram grande angústia para os jovens, principalmente os cristãos, como sexualidade, namoro, aborto, uso de drogas e política. Foi bastante produtivo, pois foram esclarecidas técnicas utilizadas para manipulação de massas, com o objetivo de disseminar comportamentos contrários à família e aos valores judaico-cristãos.


Minha reflexão é no sentido de percebermos melhor a importância de estimularmos os jovens a pensar por si mesmos e a se tornarem capazes de expressar seus argumentos quanto a determinado assunto, sem temer represálias pautadas pelo " politicamente correto" e não se tornarem reféns deste comportamento imposto.


Somente assim, existirão seres humanos corajosos, capazes e livres para contribuir para a vida social!