Natal como vivência de auto-superação

Atualizado: 3 de Dez de 2019

Para aqueles que cultivaram a preparação para o Natal, pelas reflexões e vivências do Advento, a vida interior vai ganhando um crescente de emoções e sentimentos cada vez mais profundos e verdadeiros. Avançamos em reconhecer nossas fragilidades, ao mesmo tempo que podemos perceber todo o empenho empreendido para superá-las durante o ano. Ficamos diante do espelho para ver refletir na nossa alma a nossa atual imagem, ver o "quem eu sou" nos faz bem. Obviamente, há em que melhorar, mas, em geral, aprendemos com as dificuldades e melhoramos nossas qualidades. Então, podemos celebrar: os dias 24 e 25 de dezembro representam a alegria do convívio em família!


No entanto, há um aspecto imprescindível sem o qual o Natal se tornaria uma festa vazia, sem significado. O Natal é oportunidade de autoconhecimento. Durante nossa introspecção em mergulho íntimo para auto-avaliação, teremos diante de nós as nossas falhas e, também, a possibilidade de enfrentá-las, buscando nosso aprimoramento. Porém, podem surgir sentimentos de culpa, de raiva, de revolta ou de frustração e, consequentemente, manifestarem-se a destrutividade, a acomodação ou a desistência.


Neste momento de angústia, ao nos depararmos com nossa condição real, humana, imperfeita, busquemos a Verdade e a Esperança. Ao elevarmos nosso olhar para esferas espirituais superiores, advirão a inspiração e a coragem necessárias para nossa renovação em todos os âmbitos do nosso ser, ou seja, nos nossos pensamentos, sentimentos e vontade.


Precisamos abrir nosso coração para o encontro com Cristo! Assim, o Natal ocorrerá primeiramente na nossa alma e, só depois terá lugar no mundo. Quanto melhor nós nos prepararmos para o Advento, mais o Natal se tornará a manifestação efusiva, genuína e contagiante do Amor a Cristo e à humanidade!


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